terça-feira, 16 de março de 2010

Assista à chamada!

Edição de Paulo Calasans, arte de Vanessa Schultz, com música cedida pela Trilha Original

segunda-feira, 15 de março de 2010

Audiovisual + formação + diálogos
Kátia Klock*

Diálogos em Cena é mais um sonho que deixou de ser projeto para virar realização. Depois de quatro dias intensos, nove cidades, 25 exibições, 22 filmes, uma oficina, dois debates, muitas conversas paralelas e simultâneas, atingimos 1700 pessoas diretamente. Os números sempre nos revelam o poder dessas ações de cara a cara com o público. Nesta primeira edição, Diálogos em Cena teve como foco o cinema alemão e a relação de produções audiovisuais brasileiras com a Alemanha. A equipe da Comunica gostou da experiência de itinerância, como já havíamos feito antes com oficinas de vídeo, e esperamos repetir todos os anos o Diálogos com outros temas, novas oficinas e muitos debates culturais.

Voltamos pra casa com muitas impressões, poucas certezas e repletos de vontades.
IMPRESSÕES: trabalhar com cidades pequenas é um prazer, como foi em especial com São Bonifácio. Equipe bem recebida, evento valorizado. Essa atenção especial sentimos também em outras cidades, umas mais, outras menos.
CERTEZAS: o apoio de todas as instâncias, secretarias municipais de cultura e educação, prefeituras, colégios particulares, instituições socioculturais etc, independente de partidos políticos e credos. Em São Pedro de Alcântara, por exemplo, ouvimos de algumas pessoas que elas não iriam às exibições porque o padre não comentou nada durante a missa. Falha nossa, talvez, em não convidar diretamente o padre e sua comunidade. As rádios também são as maiores fontes de divulgação nessas cidades menores, e o apoio desses meios surtiu efeitos.
VONTADES: percorrer todo o Estado, principalmente cidades sem salas de cinema e carentes de atividades culturais; idealizar uma programação atraente para crianças, jovens e adultos; promover debates sobre a produção artístico-cultural de cada local, estimulando a interação também com outras realidades etc etc etc.

O debate em Brusque, minha cidade natal, foi quase frustrante para quem imaginava um público de produtores culturais, escritores e artistas (sei que eles existem!). Tivemos apenas uma mesa bem representada, como postamos no blog, e a palavra do professor Marcelo Goulart, que se levantou da plateia e sintetizou nossos desejos e nossas angústias. Se nosso objetivo é agitar e instigar a conversa cultural, sei que teremos ainda um longo caminho pela frente. Vamos pensar que foi só o início. E esperar que Brusque, particularmente, seja no futuro uma cidade com a cultura valorizada. Abro um parêntese para citar as 125 esculturas criadas durante oito simpósios internacionais – de 2001 a 2008 -, que estão ainda depositadas no kartódromo e em um lugar que era para ser o Parque das Esculturas, mas que não recebeu muita atenção. Mas também um local com a autoestima bem resolvida culturalmente, com identidade, com feira do livro, exposições, cineclubes, shows... oxalá!

Recebemos o apoio do Funcultural (SC), que ajudou a viabilizar essa realização. Agradecemos o apoio de todos que se envolveram nesse projeto da Secretaria Estadual de Cultura, Turismo e Esporte (esperamos ainda ter uma Secretaria só para a Cultura!); ao Instituto Goethe São Paulo, que nos cedeu os filmes alemães; a todas as pessoas dos municípios visitados que nos receberam de braços abertos; aos diretores e produtores dos filmes nacionais que concordaram com esse projeto. Particularmente, agradeço pelo empenho da super equipe que se dedicou e fez acontecer.


Até a próxima edição!


* Coordenadora do Diálogos em Cena e diretora de projetos da ONG Comunica


Cinema e cidadania
Andreas Peter*

O universo cinematográfico brasileiro vive em constante discussão. Quais as melhores formas de financiar a produção, como preparar a mão de obra, como distribuir os filmes? O acesso do público ao cinema não comercial é outro tema interessante para esse debate. Em tempos das salas multiplex, que exibem em sua maioria os blockbusters americanos e sua cultura, a cinematografia brasileira quase sempre é esquecida, não tem seu espaço, e assim, o público brasileiro não se identifica com suas histórias. O acesso às salas de cinema também é difícil para grande parcela da população brasileira. Infelizmente o número de salas de projeção ainda é pequeno, e o ingresso é caro para muitas pessoas.

Através da mostra Diálogos em Cena, surge uma ação para redesenhar esse cenário. Projetar filmes no formato de curta e média-metragem, e também os longas não comerciais em cidades sem salas de cinema é fundamental, vai além da discussão. Oferece ao público algo a mais que estão acostumados no circuito comercial. E funciona como um incentivo a busca de informações através do cinema, em cidades que não possuem esse espaço de informação cultural e entretenimento. Preparar o público para identificar-se com suas raízes, suas histórias e seus desejos é papel do cinema. Educar e formar cidadãos também. A mostra Diálogos em Cena oferece isso aos participantes de oficinas, debates e projeções: a oportunidade de tornarem-se mais cidadãos.

* Documentarista, professor de Comunicação e parceiro do Diálogos em Cena.
Ele mediou debates durante a Mostra e ministrou a oficina de cinema "O Exercício do Olhar", em Pomerode.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Florianópolis5 de março


Na Fundação Cultural Badesc, a sessão de encerramento da Mostra Diálogos em Cena aconteceu cheia de amigos e convidados especiais. Uma professora numa Comunidade Alemã teve na plateia a presença da própria diretora, Irene Rios da Silva, que ao final da sessão contou detalhes da produção e respondeu perguntas. Ficamos sabendo, por exemplo, que a atriz que interpreta a professora no filme é sua filha, que tinha poucos meses na época em que a história aconteceu com Irene.


Foi ao fim desta sessão que aconteceu o lançamento do novo documentário de Andreas Peter - Maestro Heinz Geyer, sobre o imigrante alemão que contribuiu para a cultura musical de Blumenau deixando lembranças e obras importantes. O trabalho a que assistimos, ainda uma primeira versão, é resultado do Prêmio Cinemateca Catarinense/FCC 2005.


Andreas conversou com a plateia sobre o personagem do Maestro, que há mais de 50 anos encontrou amigos e admiradores e também obstáculos na empreitada de desenvolver cultura e arte na sua cidade. Muitos na sala se identificaram com essa situação, achando que tem tudo a ver com as querelas do nosso tempo em meio a produções culturais e audiovisuais no Brasil e em Santa Catarina








Mas o tom da conversa foi de bastante otimismo. Sofia Mafalda, presidente da Cinemateca Catarinense ABD/SC, e Christiane Balbys, coordenadora de comunicação da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, estavam presentes, e contribuiram com comentários sobre novos projetos de incentivo.




Christiane e Irene conversam ao fim da sessão.
São Pedro de Alcântara • 5 de março


Os estudantes de São Pedro de Alcântara chegam ao Teatro da Igreja Matriz na tarde de sexta-feira para assistir a seis curtas alemães: Escolar (7’), A Maior Invenção de Gregor (11’), Finow (8’), Passageiro Clandestino (12’), Legal! Adrian Dança (15’) e Vanessa, o Grande Salto (15’).

quinta-feira, 11 de março de 2010

São Bonifácio • 5 de março



O dia em São Bonifácio foi colorido, com muitos estudantes e convidados que foram prestigiar a Mostra. Estavam lá o Secretário de Cultura Alexandre Degering e o prefeito, Paulo Exterkoetter.








A sala de aula foi o cinema, e a sessão de fotos foi iniciativa das próprias meninas da escola, que se divertiram após a sessão de filmes.












Outra presença especial foi a de Dona Nilma, primeira professora do município de São Bonifácio. Ela conversou com Lícia Brancher, uma das curadoras da Mostra, e contou histórias de seu tempo. Quando Lícia perguntou se ela tinha conseguido ler as legendas, a professora respondeu que não precisou, porque entendia tudo no original em alemão, mesmo.
Guabiruba 4 de março


Os alunos da Escola de Educação Básica Prof. Carlos Maffezzolli curtiram as sessões de cinema que tiveram no auditório da própria escola. Foram mais de 300 jovens, exatos dez filmes e aproximadamente 357 risadas, sorrisos e pontos de interrogação.

Brusque • 4 de março

Mais de 150 pessoas foram ao auditório da Secretaria de Desenvolvimento Regional assistir à sessão da noite. Logo depois houve debate sobre produção cultural. Esperava-se uma plateia com artistas e produtores culturais, mas quem compareceu em peso foram estudantes, o que não tirou o brilho da noite.



Na mesa de debate estavam os convidados Evandro Flora (à frente), gerente de cultura da Secretaria Regional, Sérgio Valle, diretor de cultura do Centro Cultural Azambuja, e Jocelito de Souza, presidente da Fundação Cultural de Brusque. À direita, Kátia Klock, diretora do Diálogos em Cena, e Andreas Peter, documentarista e professor de Comunicação de Blumenau.


Parte da equipe Comunica relaxa aproveitando para passear em Brusque, cidade natal da diretora Kátia. Da esq. para dir.: Elair, Renato, Kátia, Lícia, Claudia e Andreas.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Indaial 3 de março

Um dos produtores da Mostra, Renato Magalhães, e a diretora da Fundação Indaialense de Cultura, Marli Bontempo, apresentam o Diálogos em Cena para 80 alunos do programa de alfabetização de jovens e adultos da cidade. Abrigados da chuva no auditório da Fundação, todos assistiram aos documentários brasileiros Bate Paus e Sem Palavras, sobre os imigrantes alemães.

quinta-feira, 4 de março de 2010


Pomerode • 3 de março

Enquadrados em 'plano médio', eis 19 dos 22 alunos que participaram da oficina de cinema EXERCÍCIO DO OLHAR nesta quarta-feira. Eles tiveram uma introdução aos elementos envolvidos na produção de filmes e foram convidados a refletir:
"Abra os olhos para as cenas em sua volta. Todas elas cabem na lente de uma câmera. Sabe aqueles lugares que você passa todo santo dia? E aquelas pessoas que fazem parte da sua vida? Pense nesses lugares, nas pessoas e no que elas têm para contar. Quando pensamos já estamos construindo imagens."
Assim começa o roteiro preparado para a oficina. Como terminou, veremos mais tarde, com os projetos traçados por esse pessoal.


A oficina, uma das ações do Diálogos em Cena, aconteceu no auditório da prefeitura de Pomerode.

Andreas Peter, o professor da oficina, conta que os alunos estavam ligados, riram, criaram pequenas histórias individualmente, exercitaram a construção de personagens... foram quatro horas conversando sobre temas, de inspiração a ângulos de câmera.



Em breve, posicionaremos em contra-plongée* algumas das ideias da turma.

*ângulo de câmera 'de baixo para cima', dando superioridade e grandeza à pessoa retratada.

Campo Alegre • 2 de março

Nesta terça-feira, Campo Alegre recebeu visitas de cidades próximas, que se juntaram à comunidade para ver cinema brasileiro e alemão no Espaço Cultural Sirley Maria Neumann Johanson. Na sessão das 19h, 75 pessoas assistiram aos documentários Bate-Paus e Sem Palavras, e muitos ficaram até tarde discutindo arte e produção cultural. Astrid Lindroth, artista plástica, veio de Rio Negrinho prestigiar a mostra. De São Bento do Sul vieram três representantes do grupo de cinema e teatro da cidade.

Em seu relato sobre o debate, o cineasta Andreas Peter sintetiza que "foi uma conversa solta, interessante, onde todos que quiseram tiveram oportunidade de falar." Andreas é diretor do documentário Maestro Heinz Geyer, cujo lançamento em Florianópolis será na sexta-feira, encerramento da Mostra Diálogos em Cena. Em certos momentos, houve polêmica: será que os eventos culturais dos municípios catarinenses têm tido o devido prestígio? O pessoal do teatro compartilhou suas experiências com público, ainda escasso, e falou de teledramaturgia.

Como disse a nossa produtora Claudia Castilhos, fazendo rima debaixo da chuva torrencial de Indaial (preparando a próxima sessão!), em Campo Alegre "Todos deram suas opiniões sobre a necessidade de mais iniciativas públicas com projetos culturais voltados a estas comunidades e também de um trabalho de conscientização da população para a importância da participação nestes eventos."

Os estudantes da rede pública de ensino de Campo Alegre deram boas gargalhadas com os curtas da tarde, especialmente em A Maior Invenção de Gregor. E ao nosso ver, com toda razão. Afinal de contas, não é todo dia que vemos um menino inventar engenhocas mirabolantes para ajudar a sua vó a andar...



Próxima parada: Brusque. Logo contamos como foi o debate que acontece hoje à noite na cidade, também com a temática de produção cultural. Teremos presenças ilustres de articuladores da questão. Quem estiver por perto está convidado (os que estiverem longe, também).


Até!

quarta-feira, 3 de março de 2010


Rio Negrinho • 2 de março



Mais de cem estudantes de Rio Negrinho prestigiaram as exibições de estreia da Mostra Diálogos em Cena. As três sessões lotaram o Espaço Cultural da Rodoviária, onde os alunos descobriram qual foi A Maior Invenção de Gregor, dividiram uma cabine de trem na Alemanha em Genial e acompanharam um Passageiro Clandestino numa viagem de ônibus, entre outros passeios que fizeram sem sair do auditório.
Acompanhe essa viagem por Santa Catarina com atalhos pela Alemanha.




Estavam presentes o secretário de cultura de Rio Negrinho Carlos Alberto Pinto (segundo da esquerda para a direita) e sua equipe.



[E os dois de camiseta da Mostra são os nossos corajosos produtores, Claudia Castilhos e Renato Magalhães, que percorrem duas cidades catarinenses por dia... sorrindo.]