Kátia Klock*
Diálogos em Cena é mais um sonho que deixou de ser projeto para virar realização. Depois de quatro dias intensos, nove cidades, 25 exibições, 22 filmes, uma oficina, dois debates, muitas conversas paralelas e simultâneas, atingimos 1700 pessoas diretamente. Os números sempre nos revelam o poder dessas ações de cara a cara com o público. Nesta primeira edição, Diálogos em Cena teve como foco o cinema alemão e a relação de produções audiovisuais brasileiras com a Alemanha. A equipe da Comunica gostou da experiência de itinerância, como já havíamos feito antes com oficinas de vídeo, e esperamos repetir todos os anos o Diálogos com outros temas, novas oficinas e muitos debates culturais.
Voltamos pra casa com muitas impressões, poucas certezas e repletos de vontades.
IMPRESSÕES: trabalhar com cidades pequenas é um prazer, como foi em especial com São Bonifácio. Equipe bem recebida, evento valorizado. Essa atenção especial sentimos também em outras cidades, umas mais, outras menos.
CERTEZAS: o apoio de todas as instâncias, secretarias municipais de cultura e educação, prefeituras, colégios particulares, instituições socioculturais etc, independente de partidos políticos e credos. Em São Pedro de Alcântara, por exemplo, ouvimos de algumas pessoas que elas não iriam às exibições porque o padre não comentou nada durante a missa. Falha nossa, talvez, em não convidar diretamente o padre e sua comunidade. As rádios também são as maiores fontes de divulgação nessas cidades menores, e o apoio desses meios surtiu efeitos.
VONTADES: percorrer todo o Estado, principalmente cidades sem salas de cinema e carentes de atividades culturais; idealizar uma programação atraente para crianças, jovens e adultos; promover debates sobre a produção artístico-cultural de cada local, estimulando a interação também com outras realidades etc etc etc.
IMPRESSÕES: trabalhar com cidades pequenas é um prazer, como foi em especial com São Bonifácio. Equipe bem recebida, evento valorizado. Essa atenção especial sentimos também em outras cidades, umas mais, outras menos.
CERTEZAS: o apoio de todas as instâncias, secretarias municipais de cultura e educação, prefeituras, colégios particulares, instituições socioculturais etc, independente de partidos políticos e credos. Em São Pedro de Alcântara, por exemplo, ouvimos de algumas pessoas que elas não iriam às exibições porque o padre não comentou nada durante a missa. Falha nossa, talvez, em não convidar diretamente o padre e sua comunidade. As rádios também são as maiores fontes de divulgação nessas cidades menores, e o apoio desses meios surtiu efeitos.
VONTADES: percorrer todo o Estado, principalmente cidades sem salas de cinema e carentes de atividades culturais; idealizar uma programação atraente para crianças, jovens e adultos; promover debates sobre a produção artístico-cultural de cada local, estimulando a interação também com outras realidades etc etc etc.
O debate em Brusque, minha cidade natal, foi quase frustrante para quem imaginava um público de produtores culturais, escritores e artistas (sei que eles existem!). Tivemos apenas uma mesa bem representada, como postamos no blog, e a palavra do professor Marcelo Goulart, que se levantou da plateia e sintetizou nossos desejos e nossas angústias. Se nosso objetivo é agitar e instigar a conversa cultural, sei que teremos ainda um longo caminho pela frente. Vamos pensar que foi só o início. E esperar que Brusque, particularmente, seja no futuro uma cidade com a cultura valorizada. Abro um parêntese para citar as 125 esculturas criadas durante oito simpósios internacionais – de 2001 a 2008 -, que estão ainda depositadas no kartódromo e em um lugar que era para ser o Parque das Esculturas, mas que não recebeu muita atenção. Mas também um local com a autoestima bem resolvida culturalmente, com identidade, com feira do livro, exposições, cineclubes, shows... oxalá!

Recebemos o apoio do Funcultural (SC), que ajudou a viabilizar essa realização. Agradecemos o apoio de todos que se envolveram nesse projeto da Secretaria Estadual de Cultura, Turismo e Esporte (esperamos ainda ter uma Secretaria só para a Cultura!); ao Instituto Goethe São Paulo, que nos cedeu os filmes alemães; a todas as pessoas dos municípios visitados que nos receberam de braços abertos; aos diretores e produtores dos filmes nacionais que concordaram com esse projeto. Particularmente, agradeço pelo empenho da super equipe que se dedicou e fez acontecer.
Até a próxima edição!
* Coordenadora do Diálogos em Cena e diretora de projetos da ONG Comunica
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